
O Empire State Building, localizado em Nova York, foi, durante décadas, o edifício mais alto do planeta. Construído em 1931, com 381 m de altura, era tido como um mito inalcançável da arquitetura humana, algo que jamais seria superado. Ao longo dos anos, sempre que algum prédio se tornava o “maior do mundo”, como o World Trade Center na década de 1970 (também em Nova York) e as Petronas Towers nos anos 1990 (em Kuala Lumpur, na Malásia), o discurso de que o limite tinha sido atingido se repetia. Esse fato mostra o quão inacreditável é o Burj Khalifa, localizado em Dubai, Emirados Árabes Unidos, e seus impressionantes 828 m de altura.
Tudo relacionado ao Burj Khalifa é grandioso. O projeto, assinado pela empresa Emaar Properties, levou exatos seis anos para ser finalizado – o início das escavações começou em 2004 e o prédio foi inaugurado em janeiro de 2010, ao custo total de US$ 1,5 bilhão – e consumiu cerca de 330 mil m³ de concreto e 39 mil t de aço. Para as paredes externas, foram usados 28 mil painéis de vidro, totalizando uma área envidraçada de 174 mil m².
Os recordes conquistados também impressionam. Além de ser a estrutura mais alta já construída pelo homem, possui ainda o maior número de andares (206); o mais alto andar ocupado (a 550 m); o mais alto deque de observação (no 124º andar); o elevador que percorre a maior distância no mundo (504 m, do térreo ao 138º andar). O edifício oferece ainda visão panorâmica de quase 100 km, o que dá visibilidade a grande parte do Golfo Pérsico e a todo o litoral de Dubai.
Pela grande altura, é fustigado diariamente por ventos que chegam a 150 km por hora (o equivalente a um furação leve) em sua parte mais elevada – o prédio é maior que a altitude da cidade de São Paulo em relação ao nível do mar. Para evitar danos à estrutura, seu topo pode oscilar em até 1 m para os lados, sem que os ocupantes sintam a movimentação.
Mais do que um simples aglomerado de apartamentos, o Burj Khalifa deve ser considerado um “centro de entretenimento”. Além de 37 andares para as chamadas “suítes corporativas” – escritórios com tecnologia de ponta –, possui biblioteca, centro gastronômico e de conveniência, parque de 11 hectares, quadras de tênis, playground para crianças, piscinas, SPA e academia. Como se não bastasse, conta ainda com o Armani Hotel, que leva a assinatura do renomado estilista Giorgio Armani, com 160 apartamentos de alto luxo.
A revista O Vidroplano, na edição de fevereiro de 2010, trouxe uma reportagem especial sobre o Burj Khalifa. Veja a importância do vidro para a estrutura do edifício aqui.



